Instituto Cultura Viva realiza primeiro encontro do Pensando a Quebrada com debate sobre redes sociais e uso consciente da internet

O Instituto Cultura Viva realizou, na última sexta-feira (15), o primeiro encontro do Pensando a Quebrada – Ciclo de Impacto Social na Periferia, iniciativa voltada para crianças, adolescentes, jovens e famílias atendidas pelo projeto. Marcando o início da programação, o encontro trouxe o tema “Redes Sociais: Liberdade ou Armadilha?”, conduzido por Nathália Valentim, advogada especialista em Direito Digital, Proteção de Dados e Cibersegurança, promovendo reflexões sobre o uso consciente da internet, cyberbullying, privacidade e os impactos das redes sociais no cotidiano de crianças, adolescentes e jovens.

5/18/20263 min read

O Instituto Cultura Viva realizou, na última sexta-feira (15), o primeiro encontro do Pensando a Quebrada – Ciclo de Impacto Social na Periferia, iniciativa voltada para crianças, adolescentes, jovens e famílias atendidas pelo projeto. Marcando o início da programação, o encontro trouxe o tema “Redes Sociais: Liberdade ou Armadilha?”, conduzido por Nathália Valentim, advogada especialista em Direito Digital, Proteção de Dados e Cibersegurança, promovendo reflexões sobre o uso consciente da internet, cyberbullying, privacidade e os impactos das redes sociais no cotidiano de crianças, adolescentes e jovens.

Durante a conversa, foram debatidos os impactos das redes sociais na vida de crianças, adolescentes e jovens, promovendo reflexões sobre o uso consciente da internet, cyberbullying, privacidade, exposição digital e os desafios do ambiente virtual.

Segundo Nathália, a proposta do encontro foi provocar reflexões sobre os limites entre brincadeira e violência no ambiente digital, especialmente entre os mais jovens.

“Falamos sobre até onde algo na internet é apenas uma brincadeira e quais podem ser as consequências disso. Comentários, risadas ou exposições em fotos e vídeos podem ultrapassar limites e impactar diretamente outra pessoa. Também discutimos a importância da privacidade dos dados e de pensar sobre o que postar e o que não postar”, explicou.

A palestrante destacou ainda a importância de debater o tema nas comunidades, considerando a presença constante das redes sociais na rotina das pessoas e os impactos emocionais que determinadas práticas podem causar.

“As redes sociais fazem parte do cotidiano de todos nós. Muitas vezes, uma violência psicológica acontece e nem percebemos. Falar sobre bullying e cyberbullying, explicar seus impactos e promover o uso consciente das redes é essencial para o dia a dia”, afirmou.

Entre os desafios abordados durante o encontro, Nathália chamou atenção para situações frequentemente naturalizadas no ambiente escolar e social, quando atitudes consideradas “brincadeiras” acabam ultrapassando limites e gerando consequências emocionais.

De acordo com ela, comportamentos recorrentes de exposição, humilhação ou constrangimento podem impactar psicologicamente crianças, adolescentes e jovens, reforçando a importância de tratar do tema desde cedo para evitar a reprodução desses comportamentos no futuro.

“Quando damos conhecimento a eles, também mostramos o momento de dizer ‘não’. Isso ajuda crianças e adolescentes a reconhecerem situações inadequadas e a não reproduzirem esse tipo de comportamento”, destacou.

Ao final, Nathália compartilhou a experiência de participar do primeiro encontro do ciclo, ressaltando a troca vivida com os participantes.

“Todo encontro com crianças e adolescentes nos ensina alguma coisa. Eles sabem do que estamos falando, têm curiosidade, vontade de aprender e isso motiva muito. Tivemos momentos de interação, aprendi até algumas gírias e saio daqui com a certeza de como é importante falar sobre esse tema para construirmos relações melhores e pessoas mais conscientes”, concluiu.

O Pensando a Quebrada – Ciclo de Impacto Social na Periferia seguirá ao longo do ano com encontros formativos sobre diferentes temas, buscando aproximar participantes de debates, conhecimentos e experiências que contribuam para o desenvolvimento social, emocional e cidadão da comunidade.

Confira vídeo que mostra como foi a edição #1